Este artigo explora as complexas relações entre os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), com enfoque específico no ODS8 (trabalho decente e crescimento econômico), e os principais indicadores da economia circular (EC): reciclagem, eficiência de recursos, redução de resíduos e redução de emissões de CO2. Este estudo introduz um modelo log-linear para analisar as sinergias e trade-offs entre o ODS8 e os indicadores da EC, enfatizando o papel crítico das políticas fiscais e da informalidade na moldagem de resultados sustentáveis. Vários cenários são avaliados, integrando esses fatores contextuais para assessorar seu impacto na eficácia das práticas de EC em avançar o ODS8. Os achados destacam que uma combinação de baixa informalidade e políticas fiscais favoráveis produz as sinergias mais fortes, melhorando a qualidade do trabalho, a eficiência de recursos e a sustentabilidade ambiental. Por outro lado, alta informalidade combinada com políticas fiscais neutras leva a impactos reduzidos, sublinhando a necessidade de abordagens integradas para formalizar economias e fortalecer incentivos fiscais para sustentabilidade. Os resultados levam a uma estrutura organizada para entender como diferentes ambientes políticos afetam o papel da EC no desenvolvimento sustentável, apresentando hipóteses testáveis para futuras pesquisas empíricas. Ao examinar a interação dinâmica entre a economia informal, tributação e sustentabilidade, este trabalho oferece valiosas percepções para formuladores de políticas que visam alinhar objetivos econômicos, sociais e ambientais. As conclusões contribuem para desenvolver estratégias eficazes que apoiem um crescimento equilibrado e sustentável, aprimorando a aplicação prática da EC dentro do marco dos ODS.
Picatoste-Novo et al. (Mon,) estudaram esta questão.