Introdução. O manejo da dor neonatal é um aspecto crítico do cuidado em unidades de terapia intensiva, no entanto, muitas vezes é subestimado e subtratado. O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento, atitudes e práticas do pessoal médico em relação à dor neonatal em ambientes de terapia intensiva, com foco particular na enfermagem neonatal. Material e métodos. Uma pesquisa transversal foi realizada com 127 profissionais de saúde que atuam em unidades de terapia intensiva neonatal (UTINs). Um método de pesquisa diagnóstica foi aplicado, que incluiu um questionário autorregulado (QSA) complementado pelo Questionário Padronizado de Dor Infantil. Resultados. A análise revelou diferenças estatísticas significativas (p=0.03) entre dois grupos: aqueles que concluíram uma especialização em um campo diferente da enfermagem neonatal (M=52.16%) e aqueles que se especializaram em enfermagem neonatal (M=68.47%). Participantes com especialização em enfermagem neonatal apresentaram um nível de conhecimento significativamente mais alto. O nível de educação teve um impacto significativo no conhecimento sobre manejo da dor em recém-nascidos, com um p-valor de 0.006. A análise estatística usando o teste qui-quadrado de Pearson (χ² = 30.35, df = 9, p = 0.00038) revelou uma associação significativa entre a especialização profissional e a quantidade recomendada de glicose/sacarose a ser administrada. Conclusões. Existe uma lacuna preocupante entre o reconhecimento da dor em neonatos e a implementação real de estratégias de alívio da dor. Esse contraste é particularmente evidente no caso da intubação, onde o manejo da dor é frequentemente inadequado.
Zasada et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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