O objetivo da pesquisa é identificar padrões na representação de gênero por meio de estruturas comparativas (símiles e metáforas) em textos da prosa contemporânea feminina em língua inglesa. O trabalho se concentra na análise dos paradigmas figurativos formados por associações estáveis entre o comparando (elemento X, representando uma característica de gênero) e o comparativo (elemento Y, a imagem de comparação). A novidade científica reside na integração de métodos da linguística de gênero, análise de corpus e poética cognitiva para sistematizar invariantes desses paradigmas. Pela primeira vez, com base em 1481 comparações (483 masculinas, 998 femininas), foram identificados modelos de representação assimétrica que refletem estereótipos culturais. Os resultados mostraram uma assimetria nos focos temáticos (as comparações femininas abrangem uma gama mais ampla de características (aparência, emoções, pensamento), enquanto as comparações masculinas se reduzem à aparência e ações); paradigmas dominantes (para mulheres: Mulher → Artífice, Mulher → Fauna; para homens: Homem → Fauna, Homem → Artífice); e especificidades culturais: comparações femininas exploram a mitopoética (sereias, deusas – 3,3 vezes mais frequentemente), enquanto comparações masculinas exploram funcionalidade. A pesquisa confirma que a comparação em um texto literário serve como uma ferramenta para a construção de estereótipos de gênero. Paradigmas invariantes (por exemplo, Mulher → Flora, que ocorre 4,7 vezes mais frequentemente) refletem modelos cognitivos culturalmente determinados.
Olga Viktorovna Gergel (2025) estudou essa questão.
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