O problema da tolerância tem sido tradicionalmente abordado a partir de perspectivas liberais, enfatizando o indivíduo sobre a comunidade. Em contraste, o pensamento pós-moderno introduz a teoria do presente, revelando os laços apagados pelo individualismo liberal. Este artigo propõe uma conceitualização alternativa da tolerância dentro do paradigma do presente: a tolerância como aceitar o presente. A existência do que é dado exige a tolerância de suas implicações disruptivas: o encontro com o outro e o reconhecimento de uma dívida subjacente. Com base no debate sobre o presente entre Jean-Luc Marion, Jacques Derrida e John Milbank, exploro as implicações sociais e políticas dessa perspectiva sobre a tolerância. Argumento que a aceitação radical do presente requer abandonar o paradigma da semelhança em favor da diferença e reconhecer a impossibilidade de resolver o problema da tolerância de forma abstrata. Enquanto a tradição liberal privilegia a liberdade individual, a tolerância sob a perspectiva do presente clama por virtudes comunitárias – hospitalidade, responsabilidade e perdão. Finalmente, reconhecer a radical 'condição dada' do presente repensa a política não a partir de uma hierarquia soberana de poder, mas de um paradigma anti-soberanista enraizado na vulnerabilidade.
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Almudena Molina
Universidad de Navarra
Philosophy & Social Criticism
Universidad de Navarra
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Almudena Molina (Mon,) estudou essa questão.
synapsesocial.com/papers/68c1955c9b7b07f3a06190fc — DOI: https://doi.org/10.1177/01914537251377670
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