Com a expansão dos direitos de marca sob a legislação da União Europeia (UE), as tensões entre a proteção das marcas e a liberdade de expressão se intensificaram. Este artigo examina como a ampla interpretação da UE de "uso no curso do comércio" levou à violação tanto da fala comercial quanto da não comercial. Casos como *APT Training v. Birmingham NHS Trust* e *SodaStream v. MySoda* mostram como os tribunais frequentemente classificam iniciativas de caridade e ambientais como comerciais, expondo-as a reivindicações de infringimento. Na esfera comercial, as funções de investimento e comunicação das marcas estão sendo cada vez mais utilizadas para suprimir a publicidade comparativa e a paródia, formas-chave de conduta expressiva. Esses achados sugerem que a estrutura legal da UE favorece desproporcionalmente a proteção das marcas, criando um efeito inibidor sobre a fala de interesse público e a expressão artística ou crítica. O artigo conclui pedindo diretrizes legislativas mais claras e um reconhecimento mais forte da liberdade de expressão como um direito fundamental em disputas de marcas.
Chaoran Zeng (Quarta-feira,) estudou esta questão.