O problema central abordado é a crescente fricção geopolítica resultante da trajetória da OTAN pós-Guerra Fria e da resposta assertiva da Rússia à suposta contenção. O objetivo principal da pesquisa é examinar criticamente até que ponto os avanços estratégicos da OTAN influenciaram o comportamento da política externa da Rússia, usando a crise da Ucrânia como ponto focal. Empregando uma metodologia qualitativa baseada na análise de dados secundários, o estudo está fundamentado nas estruturas teóricas do realismo e do construtivismo. Enquanto o realismo destaca a rivalidade estratégica e a política de poder em jogo, o construtivismo fornece insights sobre identidade, percepção e narrativas históricas que moldam o comportamento dos estados. A importância desta pesquisa reside na sua capacidade de articular o discurso teórico com implicações práticas de políticas. Os resultados revelam que a expansão da OTAN, embora destinada a promover a estabilidade, foi interpretada pela Rússia como uma ameaça direta à sua esfera de influência e segurança nacional, provocando respostas agressivas. O estudo conclui que a atual arquitetura de segurança é insustentável e propensa à escalada. Recomenda medidas de construção de confiança, um diálogo renovado sobre arranjos de segurança europeus e engajamento diplomático entre a OTAN, a Rússia e a Ucrânia para desescalar tensões e estabelecer uma estrutura de segurança cooperativa e equilibrada para a região.
Uvere et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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