Este estudo teve como objetivo compreender como futuros professores estão integrando a inteligência artificial generativa em suas rotinas acadêmicas durante a formação inicial de professores. Usando uma abordagem de métodos mistos, dados quantitativos foram coletados por meio de um questionário com escala de Likert aplicado a 94 alunos em uma Escola de Educação em Portugal, complementados por uma análise qualitativa de respostas abertas. Os resultados revelam o uso generalizado de ferramentas como o ChatGPT para esclarecer dúvidas, apoiar práticas de estudo e aprimorar a escrita acadêmica. Ao mesmo tempo, surgem preocupações éticas e pedagógicas, particularmente em relação ao plágio, à confiabilidade das informações e ao impacto no pensamento crítico. Os alunos mostram uma atitude simultaneamente receptiva e crítica, reconhecendo o valor da IA generativa como uma ferramenta de apoio, enquanto solicitam transparência, regulação e formação adequada para garantir seu uso ético e responsável. O estudo destaca a importância de integrar a alfabetização digital crítica e a reflexão ética sobre a IA nos programas de formação inicial de professores, preparando os futuros educadores para um panorama educacional cada vez mais tecnológico que deve permanecer focado no desenvolvimento humano e pedagógico.
Couto et al. (Qui,) estudaram essa questão.