A historiografia islâmica clássica foi há muito dominada por narrativas masculinas que marginalizam as mulheres de papéis centrais na história. Este estudo desconstrói esse viés examinando a representação de Aisha bint Abu Bakr e Fatima al-Fihri em textos como Tarikh al-Tabari e al-Kamil fi al-Tarikh. A análise revela que Aisha, uma autoridade em hadith e jurisprudência, é reduzida à esfera doméstica, enquanto Fatima al-Fihri, a fundadora da Universidade Al-Qarawiyyin, é apagada das narrativas apesar de suas contribuições monumentais. Através da reinterpretação, ambas são posicionadas como agentes transformadores: Aisha moldou a epistemologia islâmica inicial e Fatima revolucionou o ensino superior. Este estudo propõe uma reconstrução de narrativas inclusivas que desafiam a hegemonia patriarcal, oferecendo implicações acadêmicas e sociais — desde enriquecer a compreensão histórica até apoiar a igualdade de gênero no Islã moderno. Os achados afirmam que o viés masculino não é incidental, mas uma construção ideológica que empobrece a compreensão da civilização islâmica. Ao situar as mulheres como sujeitos históricos, este estudo não apenas corrige distorções passadas, mas também abre caminho para um discurso islâmico mais equitativo e holístico.
Muna et al. (Sun,) estudaram essa questão.