Este estudo examina o impacto de vários processos de tratamento térmico na resistência à corrosão e nas propriedades mecânicas do aço de baixo carbono, especificamente para aplicações marítimas. As amostras de aço carbono foram avaliadas a 750°C e, subsequentemente, resfriadas utilizando dois métodos: normalização e têmpera. Alterações na microestrutura, dureza e resistência à corrosão foram examinadas utilizando técnicas contemporâneas como difratometria de raios-X (DRX), microscopia ótica, teste de desgaste e análise eletroquímica em água do mar simulada. Os principais achados indicam que a têmpera aumenta a dureza (de 170 para 404 HV) e a resistência à corrosão do aço ao produzir martensita, com uma taxa de corrosão de 8,44 × 10⁻⁵ mm/ano; no entanto, esse processo também aumenta a fragilidade do aço. O processo de normalização resulta em uma microestrutura caracterizada por ductilidade, composta tanto por fases de ferrita quanto de perlita. Essa estrutura apresentou um nível moderado de resistência à corrosão, com uma taxa de corrosão de 0,001018 mm/ano. Em contrapartida, a integração da normalização com a têmpera resulta em uma microestrutura bem equilibrada, aumentando a tenacidade do material e a resistência à corrosão, com uma menor taxa de corrosão de 6,12 × 10⁻⁵ mm/ano. Testes em condições salinas revelaram que as amostras tratadas por têmpera exibiram desempenho superior, destacando a importância das taxas de resfriamento na melhoria das propriedades do material. Este estudo demonstra a importância do tratamento térmico na redução dos danos causados pela corrosão salina do aço carbono. Também fornece informações úteis sobre como garantir que a infraestrutura marinha seja mais durável e funcione melhor.
Aramide et al. (Fri,) estudaram esta questão.