A beleza funciona como uma forma mercantilizada de capital social, cultural e econômico na cultura corporativa global, moldando percepções de profissionalismo e avanço na carreira. Este estudo qualitativo explora como os vendedores em corporações multinacionais navegam na interseção entre aparência, sucesso no trabalho e expectativas culturais. Com base em entrevistas semi-estruturadas com 18 participantes de indústrias focadas em beleza no Centaurus Mall e no Safa Gold Mall, complementadas por observações etnográficas, a pesquisa utiliza amostragem intencional para garantir representação diversificada em termos de características profissionais e demográficas. A análise temática mostra a beleza como "capital estético" que pode tanto permitir quanto restringir: alinhar-se com os ideais corporativos pode promover a confiança do cliente, vendas e promoções, ao mesmo tempo em que gera estresse, auto-objetificação e redução da autonomia. As empresas multinacionais mantêm padrões de beleza que misturam especificidade cultural com influências globais, incorporando dinâmicas de poder de gênero nas interações profissionais. Este primeiro estudo sobre capital da beleza no setor de varejo multinacional do Paquistão integra a estrutura de capital cultural de Bourdieu com perspectivas feministas sobre auto-vigilância e objetificação, revelando como o trabalho estético é negociado entre empoderamento e exploração. Os resultados avançam a pesquisa sobre gênero e trabalho ao mostrar como as normas de beleza globais intersectam com os valores culturais locais para moldar trajetórias de carreira e identidades no local de trabalho em contextos corporativos transnacionais.
Zubair et al. (Qui,) estudaram essa questão.