RESUMO A principal teoria da evolução da virulência baseia-se em uma troca entre virulência e taxa de transmissão. No entanto, tem sido difícil medir a troca necessária. Uma estrutura recente de decomposição da transmissão explica que isso pode ser parcialmente devido à falta de informação sobre a sobrevivência do parasita no ambiente fora de seus hospedeiros, onde o parasita se encontra durante a transmissão para seu próximo hospedeiro. Neste estudo, utilizamos linhagens de parasitas do microsporídio Vavraia culicis com níveis variados de virulência ao infectar seu hospedeiro, o mosquito Anopheles gambiae, para explorar a interação entre a virulência impulsionada pelo parasita dentro de seu hospedeiro e sua sobrevivência fora do hospedeiro. As linhagens de parasitas com maior virulência e crescimento dentro de seus hospedeiros tiveram um custo em sua capacidade intrínseca de suportar o ambiente, independentemente da temperatura. Esses resultados destacam a importância de considerar o contexto completo da transmissão e outros traços de aptidão do parasita ao estudar e prever a evolução e a disseminação de doenças infecciosas.
Silva et al. (Sex,) estudaram esta questão.