O artigo analisa a politicização e divisão do catolicismo latino-americano após o Concílio Vaticano II (1962–1965), argumentando que sua abertura à modernidade fragmentou a unidade doutrinal, gerando três correntes: conservadores (opostos às mudanças), moderados (favoráveis à adaptação gradual) e progressistas (focados na justiça social e na Teologia da Libertação). Por meio de uma abordagem histórico-documental, o estudo examina eventos como as Conferências de Medellín (1968) e Puebla (1979), o impacto de figuras como Gustavo Gutiérrez e o papel das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) na resistência às ditaduras no Chile e no Brasil. O texto destaca como a Teologia da Libertação, ao priorizar os pobres e colaborar com movimentos marxistas, tensionou as relações com o Vaticano, levando a uma guinada conservadora sob João Paulo II, que promoveu a centralização e alianças anticomunistas. Os achados enfatizam a fragmentação interna do catolicismo, a influência das CEBs na reconstrução do tecido social durante regimes autoritários e a contraofensiva do Vaticano, destinada a neutralizar correntes progressistas—revelando um projeto compartilhado de re-cristianização, embora a partir de perspectivas divergentes. A metodologia integra a análise de documentos conciliares, encíclicas e estudos sócio-políticos, destacando a interação entre religião, política e movimentos sociais na América Latina durante a Guerra Fria.
Olguín et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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