Este estudo discute a aceitação da prática de distribuição equitativa de heranças na Indonésia, com o objetivo de analisar como o princípio da justiça é aplicado em um contexto social em mudança. Neste estudo, é utilizada uma abordagem jurídico-normativa para examinar textos legais relevantes e literatura, incluindo o Alcorão, hadith e as visões de estudiosos sobre herança. Os resultados do estudo mostram que, embora comunidades urbanas e educadas demonstrem apoio à distribuição justa de heranças, a interpretação tradicional da sharia, que ainda é sustentada por alguns estudiosos, muitas vezes impede a aplicação do princípio da justiça de gênero na distribuição de heranças. Este estudo também encontrou que há uma mudança nos valores da sociedade que está cada vez mais aberta à igualdade de gênero, mas que ainda é obstaculizada por disposições normativas da sharia. As conclusões deste estudo enfatizam a necessidade de uma abordagem mais flexível na interpretação da lei de herança por estudiosos e líderes comunitários, bem como a pressão por reformas regulatórias mais inclusivas e adaptativas às necessidades da sociedade moderna. Assim, esta pesquisa faz uma contribuição significativa para o desenvolvimento da teoria jurídica islâmica e da justiça social, além de incentivar um diálogo mais amplo sobre a reforma da lei de herança na Indonésia. Espera-se que essa descoberta seja uma referência para estudos futuros e formulação de políticas que sejam mais responsivas à questão da igualdade de gênero nas práticas de herança.
Iqbal Subhan Nugraha (Qua,) estudou esta questão.