O feminismo percorreu um longo caminho. Já se foram os dias em que as mulheres faziam manifestações para lutar por seus direitos de sufrágio. Já se foram os dias em que as mulheres exigiam a demonstração de igualdade em seus contracheques. Já se foram os dias em que escritoras mulheres eram tímidas para revelar sua identidade de gênero e escreviam sob o disfarce de um homem. Graças às ondas crescentes dos movimentos feministas, o surgimento da "nova mulher" virou a mesa da ordem patriarcal. Em uma era de ciberpunk, quando a proxêmica do 'privado' e do 'público' foi problematizada, o 'poder físico' foi contestado e arrancado pelo 'poder de voz' e 'poder escriturário' da escrita feminina, tornando-se uma força a ser reconhecida. No entanto, as reivindicações do feminismo em sua luta pela libertação das mulheres não estão isentas de limitações. As feministas negras Barbara Christian e Alice Walker, e as feministas do Terceiro Mundo Gayatri Chakravarthi Spivak e Chandra Talpade Mohanty expressaram suas preocupações sobre a homogeneização da subjetividade feminina sem contextualizar suas construções culturais. Este artigo busca ampliar o argumento ao examinar a política representacional dentro dos discursos feministas do Terceiro Mundo. Além disso, a linguagem 'liberação das mulheres' tornou-se a palavra de ordem dos movimentos feministas em todo o mundo (Primeiro, Segundo e Terceiro). Baseando-se na insistência teórica de Jacques Lacan de que não existe o feminino fora da linguagem, a ambiguidade que obscurece o termo/language das feministas é submetida a escrutínio, destacando a necessidade de uma consciência sociológica abrangente na articulação das preocupações das mulheres. Portanto, este artigo pretende investigar a validação de certas reivindicações do 'feminismo' e sua cumplicidade com a Lichtung da academia, que está se tornando cada vez mais um fetiche.
Norma S. Rees (ter,) estudou essa questão.