Este artigo explora como as moedas digitais dos bancos centrais (CBDCs) em mercados emergentes têm consequências econômicas, e abordará como essas moedas afetam a inclusão financeira, a estabilidade bancária e o crescimento econômico. Através de métodos de análise quantitativa, estatísticas descritivas, matrizes de correlação, testes de ajuste de modelo e modelagem de regressão, o estudo avalia se as CBDCs serão um impulsionador do desenvolvimento financeiro ou perigosas para os sistemas financeiros. Os resultados demonstram que a adoção de CBDC tem efeitos positivos fortes sobre a inclusão financeira, com os adotantes apresentando uma taxa de inclusão quase quatro pontos percentuais mais alta do que os não adotantes. Mas os resultados também indicam que as CBDCs estão negativamente correlacionadas com a estabilidade bancária, o que pode implicar um risco de deslocar depósitos e minar o papel da intermediação em bancos convencionais. Em comparação, o impacto das CBDCs no crescimento do PIB é relativamente pequeno, o que implica que, embora as CBDCs não pareçam promover o crescimento macroeconômico de curto prazo, elas facilitam a criação de infraestrutura digital que pode beneficiar a eficiência a longo prazo. Este artigo resume que as CBDCs são tanto uma oportunidade quanto uma ameaça para novas economias. Elas têm o potencial de aumentar a disponibilidade de financiamento e modernizar os sistemas de pagamento, mas precisam ser projetadas cuidadosamente para não desestabilizar os setores bancários. As implicações práticas ressaltam a importância de implementações graduais, comunidades regulatórias eficazes e sistemas digitais robustos. Restrições e sugestões para estudos futuros são abordadas, com ênfase especial na necessidade de análises contextuais e longitudinais.
Khan et al. (Sex,) estudaram esta questão.