Este artigo explora a visão de Joseph Ratzinger sobre o desenvolvimento teológico de Boaventura em sua Habilitationsschrift: A Teologia da História em São Boaventura. Mostra que existem vários paralelos entre o transitus intelectual que Ratzinger atribui a Boaventura durante as décadas de 1260 e 1270 e sua própria jornada intelectual, muito estudada. Ratzinger retrata Boaventura como um pensador que, devido a uma série de crises na Universidade de Paris, passou de um engajamento simpático com as escolas Peripatética e Tomista para uma atitude muito mais crítica e abertamente hostil em relação a elas. Embora muito se tenha falado sobre a herança bonaventuriana de Ratzinger, este artigo argumenta que sua relação com o franciscano possui uma dimensão que vai além da simples dívida: em sua Habilitationsschrift, Ratzinger nos apresenta um esboço do que seria seu próprio desenvolvimento futuro e, mais importante, uma nova maneira de abordar a controversa questão de se suas ideias teológicas principais mudaram.
W. J. Crozier (Sun,) estudou esta questão.