Nos últimos anos, o número de imigrantes brasileiros vivendo em Portugal aumentou significativamente, motivado por expectativas de segurança, prosperidade e sucesso profissional. No entanto, a integração no mercado de trabalho frequentemente envolve adversidades, como desvalorização profissional, condições de trabalho precárias e experiências de exclusão social. Este estudo qualitativo tem como objetivo explorar as experiências de trabalho de imigrantes brasileiros em Portugal, com foco especial em como o apoio comunitário e a resiliência coletiva moldam sua capacidade de lidar com adversidades. Com base na teoria do estresse de minoria e na interseccionalidade, realizamos 24 entrevistas semiestruturadas com imigrantes brasileiros de diversas formações profissionais. A análise temática revelou quatro temas principais: (1) integração precária no mercado de trabalho e subemprego, (2) experiências de xenofobia, racismo e discriminação, (3) desafios de saúde mental e exaustão emocional, e (4) apoio comunitário e resiliência coletiva. Os participantes enfatizaram a importância de redes de solidariedade informais para superar barreiras institucionais e manter o bem-estar emocional. Esses resultados sugerem que a resiliência não é apenas um recurso individual, mas um processo relacional enraizado em atos diários de cuidado e conexão. O estudo destaca o papel protetivo da comunidade em contextos de vulnerabilidade estrutural e contribui para discussões atuais sobre a integração e o bem-estar dos migrantes.
Teixeira et al. (Sex,) estudaram esta questão.
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