Este artigo fornece um exame abrangente das fundações teóricas do gênero distópico e sua manifestação na literatura cazaque. Primeiro, analisa as características específicas do gênero, propósito e essência temática da distopia, como a perda da liberdade individual, controle totalitário, injustiça sistêmica e alheamento da verdade. Obras canônicas como 1984 de George Orwell e Nós de Yevgeny Zamyatin são exploradas como referências-chave, oferecendo uma base comparativa para avaliar como os temas distópicos evoluíram dentro do contexto literário cazaque. O foco central do estudo é o romance Mangurtstan de Akhan Tokish, interpretado como uma visão distópica da trajetória sociopolítica do Cazaquistão no século XXI. O artigo investiga a hibridez linguística do romance, a manipulação ideológica da consciência nacional e os mecanismos de controle autoritário dentro de sistemas econômicos e institucionais. Esses elementos são comparados com modelos distópicos globais, enfatizando suas dimensões nacionalmente únicas. Um componente significativo da análise é dedicado às características linguísticas da distopia em Mangurtstan. O romance utiliza inversão semântica, paródia e linguagem burocrática para retratar a erosão do significado, identidade e comunicação sob regimes opressivos. Sarcasmo e expressões multilíngues hibridizadas servem não apenas como dispositivos estilísticos, mas como ferramentas de crítica cultural aguçada. O estudo visa revelar a importância estética e filosófica das narrativas distópicas na literatura cazaque e seu papel na reflexão da memória histórica e identidade cultural. Através de análise descritiva, comparativa e textual, a pesquisa contribui para a ampla integração dos estudos distópicos na bolsa literária cazaque.
Takirov et al. (qui,) estudaram esta questão.