O artigo analisa os poderes funcionais das instituições de interação com estruturas religiosas em estados pós-soviéticos, com exceção dos estados bálticos. As instituições são consideradas dentro da estrutura de um modelo de gerenciamento centralizado das relações estado-confessional. O foco está nos estados onde tal modelo está sendo realizado. As premissas para a formação de um modelo centralizado são mostradas. Existem instituições cuja competência está relacionada apenas à esfera religiosa e aquelas cuja funcionalidade afeta um campo de atividade mais amplo. São apresentados os variantes de diferentes status dessas instituições. O autor identifica blocos de funcionalidade padrão (informacional-analítica, comunicativa, relacionada ao registro e à liquidação de associações religiosas, criação de leis, mediação, etc.) e funcionalidade de controle ampliado (controle sobre a produção e distribuição de materiais de conteúdo religioso, controle direto sobre atividades religiosas, estabelecimento e funcionamento de instituições educacionais religiosas, construção de edifícios religiosos e organização de peregrinações). Todas as instituições centralizadas para cooperação com associações religiosas são divididas em três grupos, dependendo da amplitude de sua funcionalidade (ampla, média e limitada). Conclui-se que o modelo centralizado de regulação das interações com estruturas religiosas torna possível, se necessário, garantir um controle considerável sobre a esfera religiosa, graças à funcionalidade de controle ampliado fornecida pelas autoridades centralizadas pertinentes.
Sergei P. Dontsev (quar,) estudou esta questão.