Objetivo: O objetivo do presente estudo foi propor um modelo estrutural de comportamentos autolesivos baseado na desregulação emocional e no apoio social percebido, com o papel mediador da mentalização e da orientação futura em meninas adolescentes. Métodos e Materiais: Este estudo utilizou um método correlacional baseado em relações estruturais, empregando especificamente a modelagem de equações estruturais (SEM). A população estatística consistiu de meninas adolescentes com idades entre 14 e 16 anos residentes na Província de Teerã. A amostra foi selecionada usando um método de amostragem por conveniência, e os dados foram coletados em campo por meio de questionários padronizados. Para avaliar o ajuste do modelo hipotetizado, foi utilizada a SEM, e as correlações entre as variáveis foram avaliadas usando o teste de correlação de Pearson. Resultados: Os resultados da avaliação do modelo estrutural indicaram que todas as variáveis estavam significativamente relacionadas aos comportamentos autolesivos. As descobertas revelaram que há uma relação direta entre a desregulação emocional e a mentalização com os comportamentos autolesivos. Além disso, uma relação inversa foi observada entre o apoio social percebido e a orientação futura com os comportamentos autolesivos. De acordo com os resultados, também houve uma relação inversa entre a desregulação emocional e a orientação futura, e entre a desregulação emocional e a mentalização. Além disso, foi encontrada uma relação direta entre o apoio social percebido e tanto a mentalização quanto a orientação futura. Conclusão: Os achados sugerem que a desregulação emocional e o apoio social percebido, mediado pela mentalização e pela orientação futura, podem prever comportamentos autolesivos em meninas adolescentes. Esses resultados destacam a importância de intervenções psicológicas direcionadas à regulação emocional, apoio social e ao aprimoramento das habilidades de mentalização.
mohammadi et al. (Mon,) estudaram esta questão.