Contexto e Objetivo: A dexmedetomidina, um agonista α2-adrenérgico, está sendo cada vez mais utilizada como adjuvante na anestesia regional para melhorar a qualidade do bloqueio e prolongar a analgesia no pós-operatório. No entanto, a via de administração ideal—intravenosa versus perineural—permanece em debate. Este estudo teve como objetivo comparar a eficácia da dexmedetomidina intravenosa versus perineural quando utilizada como adjuvante da levobupivacaína em bloqueios do plexo braquial supraclavicular guiados por ultrassom. Material e Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo randomizado em 100 pacientes adultos submetidos a cirurgias eletivas de membro superior. Os pacientes foram divididos em dois grupos (n=50 cada). O Grupo DP recebeu dexmedetomidina perineural (1 µg/kg) com levobupivacaína, e o Grupo DIV recebeu dexmedetomidina intravenosa (1 µg/kg) com levobupivacaína apenas perineuralmente. Os desfechos primários incluíram tempo de início e duração do bloqueio sensitivo e motor. Os desfechos secundários foram sedação, estabilidade hemodinâmica e duração da analgesia. Resultados: O início do bloqueio sensitivo e motor foi significativamente mais rápido no Grupo DIV em comparação ao Grupo DP (p < 0,001). No entanto, a duração do bloqueio sensitivo e motor, assim como a analgesia pós-operatória, foi significativamente mais longa no grupo DP (p < 0,001). Nenhum efeito adverso significativo foi observado em nenhum dos grupos. Conclusão: A dexmedetomidina intravenosa leva a um início mais rápido do bloqueio, enquanto a administração perineural oferece analgesia e duração do bloqueio prolongadas. Ambas as vias são seguras e eficazes, e a escolha pode ser adaptada com base nas necessidades cirúrgicas e nos resultados clínicos desejados.
Babubhai et al. (qua,) estudaram essa questão.
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