Contexto/Objetivos: Endometrite crônica (EC) é uma inflamação subclínica do endométrio que afeta a fertilidade feminina. Embora a conscientização sobre seu impacto nos desfechos reprodutivos tenha aumentado significativamente, o manejo clínico — especialmente o valor diagnóstico da histeroscopia e a eficácia da profilaxia antibiótica perioperatória na melhora da fertilidade — permanece incerto. Métodos: Esta análise retrospectiva envolveu 136 mulheres inférteis (30-44 anos) que realizaram histeroscopia diagnóstica entre 2022 e 2023 no Instituto Militar de Medicina em Varsóvia. Mulheres com patologias intrauterinas ou outros fatores de infertilidade foram excluídas. Indicadores histeroscópicos de endometrite crônica (EC) incluíram micropólipos e hiperemia endometrial. Biópsias endometriais foram coradas com CD138, e EC foi diagnosticada com base na presença de ≥5 células plasmáticas por 10 campos de alta magnificação. Uma dose oral única de azitromicina foi administrada após o procedimento e os resultados da gravidez foram avaliados 12 meses depois. Resultados: EC foi confirmada histologicamente em 29,2% das pacientes. A presença de micropólipos demonstrou forte correlação com EC (p < 0,0001), embora EC também tenha sido detectada em 21% das pacientes com achados histeroscópicos normais. Apesar do estado de EC não influenciar significativamente as taxas de gravidez, pacientes que receberam azitromicina apresentaram taxa de concepção significativamente maior (53% vs. 21%, p = 0,022). Além disso, infertilidade secundária esteve associada a maior sucesso reprodutivo em comparação com infertilidade primária (54% vs. 24%, p = 0,022). Conclusões: Micropolipos são marcadores histeroscópicos específicos de EC. Contudo, marcadores histológicos de inflamação podem estar presentes mesmo na ausência de achados histeroscópicos anormais. Ademais, o uso rotineiro de profilaxia antibiótica está associado a melhores desfechos reprodutivos.
Szafarowska et al. (sex,) estudaram essa questão.
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