No presente estudo, nosso objetivo foi traduzir e validar dois instrumentos projetados para avaliar a autoestigmatização: a Escala de Autoestigma da Doença Mental e a Escala do Paradoxo da Autoestigmatização, entre pacientes psiquiátricos romenos. Foram coletadas respostas de 326 pacientes psiquiátricos (58% mulheres) diagnosticados com transtornos de internalização e externalização para avaliar a validade estrutural dos instrumentos, invariância de medição, confiabilidade, validade convergente e de critério. Análises fatoriais confirmatórias ofereceram suporte para a estrutura pretendida de ambos os instrumentos e o padrão de associações com as outras variáveis investigadas sustentou ainda mais sua validade. A confiabilidade foi ótima, conforme revelado por excelentes estimativas de consistência interna. Pela primeira vez, a invariância desses instrumentos foi testada com base em gênero e diagnóstico psiquiátrico. Nossos resultados sugerem que ambos os instrumentos podem ser usados com confiança por especialistas romenos, fornecendo um conjunto de ferramentas eficaz para medir a autoestigmatização relacionada à saúde mental.
Alexa et al. (Terça,) estudaram essa questão.