Contexto/Objetivos: Este estudo teve como objetivo investigar as características antropométricas, o desempenho motor e os perfis de força isocinética de jogadoras de andebol feminino de elite em Portugal, bem como examinar as relações entre essas variáveis. Métodos: Dezesseis jogadoras da seleção nacional, com idade média de 20,25 ± 0,45 anos, altura de 171,13 ± 8,13 cm e massa corporal de 72,24 ± 10,96 kg, participaram do estudo. As avaliações foram realizadas em duas sessões dentro de uma semana (separadas por 24–48 h). A primeira sessão consistiu em testes antropométricos e de desempenho motor, enquanto a segunda focou nas avaliações de força isocinética dos membros superiores e inferiores. Correlações de Pearson avaliaram as associações entre as variáveis (p < 0,05). Resultados: Correlações diretas foram encontradas entre altura e envergadura do braço (r = 0,910) e entre o trabalho total de rotação interna e a potência média de rotação interna (r = 0,960). O lançamento em salto de 9 m foi associado com o lançamento em pé de 7 m (r = 0,670). O torque de pico de rotação externa correlacionou-se com o desempenho no salto em agachamento (r = 0,540) e com o lançamento em pé de 7 m (r = 0,760) e 9 m (r = 0,568). O torque de pico de rotação interna associou-se com o desempenho no salto em agachamento (r = 0,674) e o lançamento em pé de 7 m (r = 0,550). O torque de pico de extensão do joelho correlacionou-se com o desempenho no salto em agachamento (r = 0,650), enquanto o trabalho total de extensão do joelho foi fortemente associado com o trabalho total de rotação externa (r = 0,870). O trabalho total de flexão do joelho foi associado com o torque de pico de flexão do joelho (r = 0,910). Conclusões: A análise integrada das variáveis antropométricas, motoras e isocinéticas revelou associações distintas entre força e desempenho em jogadoras de andebol feminino, destacando o papel da função muscular dos membros superiores e inferiores no salto e no lançamento.
Rios et al. (Qua,) estudaram essa questão.
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