Este artigo explora a relação entre a ética comunicativa islâmica e a teoria decolonial, com o objetivo de estabelecer uma mudança de paradigma na comunicação global. Enquanto as estratégias eurocêntricas se concentram na persuasão, eficiência e controle, a perspectiva islâmica valoriza a responsabilização moral, compaixão, justiça e reconhecimento mútuo como fundamentais. Esta pesquisa, sob a influência das ideias de Allama Iqbal, Maulana Maududi e Maulana Fazl ur Rahman, situa a comunicação islâmica como parte de um processo espiritual e ético integrado que está no escopo da epistemologia islâmica. O estudo ainda integra o trabalho dos teóricos decoloniais Aníbal Quijano, Walter Mignolo e Ngũgĩ wa Thiong'o. Através de estudos de caso, incluindo Muçulmanos do Mundo, Uma Palavra Comum, e o documentário Salam Neighbor, o estudo rastreia como os princípios éticos islâmicos são implementados na mídia contemporânea e no discurso inter-religioso. Esta pesquisa afirma a ética comunicativa islâmica como uma alternativa decolonial que recupera a autonomia narrativa e facilita a troca inclusiva entre grupos diversos. Ao apresentar o discurso ético islâmico como uma resposta relevante às incommodidades comunicativas globais, este trabalho contribui para o campo da pesquisa em comunicação descolonizadora.
Shahid et al. (Sex,) estudaram esta questão.