A sustentabilidade da terra alimentar é crucial não apenas para a produtividade econômica, mas também para a manutenção do equilíbrio ecológico, da identidade cultural e dos meios de subsistência rural. Este estudo examina a eficácia das proteções legais para comunidades rurais na salvaguarda da terra agrícola sustentável, com foco no Distrito de Lamongan, Java Oriental. Utilizando uma abordagem normativa-empírica, a pesquisa combina análise estatutária das leis agrárias com levantamentos de campo e entrevistas envolvendo 256 respondentes, incluindo agricultores, autoridades de vilarejos e especialistas jurídicos. Os resultados revelam uma lacuna persistente entre normas legais e práticas reais. Embora a Lei nº 41/2009 sobre a Proteção da Terra Agrícola Sustentável e a Lei nº 5/1960 sobre Princípios Agrários Básicos ofereçam uma base legal sólida, a aplicação é dificultada por fraca coordenação institucional, baixa literacia jurídica e autoridade limitada no nível da aldeia. Esses desafios frequentemente resultam na conversão de terras sem procedimentos transparentes ou participação comunitária adequada, ameaçando tanto a justiça agrária quanto a segurança alimentar nacional. O estudo destaca a necessidade de reformas jurídicas participativas, coordenação intergovernamental mais forte e iniciativas de capacitação para instituições de vilarejos. As implicações se estendem além de Lamongan, oferecendo insights para formuladores de políticas e acadêmicos interessados na governança fundiária, soberania alimentar e sustentabilidade rural. Pesquisas futuras devem explorar perspectivas longitudinais e comparativas para fortalecer a integração do direito e da política social em contextos agrários.
Maulidah et al. (Quarta-feira) estudaram esta questão.
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