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Nas últimas décadas, injeções intradetrusoras de toxina botulínica A (BoNT-A) foram amplamente aplicadas para tratar incontinência tanto em bexiga hiperativa idiopática (iOAB) quanto em incontinência por hiperatividade do detrusor neurogênico (NDOI). Esta análise, baseada no Banco de Dados Nacional de Alta Hospitalar da França (PMSI), tem como objetivo descrever as tendências do uso real da BoNT-A intradetrusora entre 2014 e 2022. Entre 32.864 pacientes que receberam pelo menos uma injeção de BoNT-A intradetrusora, 18.320 (55,7%) tinham condições codificadas como iOAB, 13.376 (40,7%) como NDOI e 1168 (3,6%) sob outras indicações. O intervalo médio geral entre duas injeções de BoNT-A intradetrusora foi de 9,7 meses, variando de 8,7 meses em pacientes com esclerose múltipla (EM) a 11,5 meses em pacientes com patologias cerebrais. O número mediano de injeções foi de duas (quartil 1–quartil 3, 1–4) em pacientes com espinha bífida, enquanto foi cinco (2–10) em pacientes com EM. Apenas 31% dos pacientes com iOAB receberam mais de duas injeções de BoNT-A intradetrusora. Independentemente da indicação, a BoNT-A foi bem tolerada. Eventos adversos ocorrendo durante ou exigindo hospitalização incluíram infecções (3,8%), hematúria (0,53%) e episódios de sangramento necessitando transfusões (0,11%), todos registrados dentro do mês inicial após a injeção de BoNT-A. Nossa análise do banco de dados PMSI destaca um amplo espectro de práticas de injeções de BoNT-A intradetrusora.
Ruffion et al. (Terça,) estudaram essa questão.
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