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Resumo A economia global, dominada pelas consequências de uma crise de saúde desastrosa e tensões internacionais, precisa de suporte político para recuperar sua dinâmica de crescimento. Para retomar uma dinâmica de crescimento inclusiva e sustentável, são necessárias políticas estruturais dos governos para permitir a reallocação de recursos e estimular a produtividade. A cooperação internacional parece ser necessária e a contribuição do FMI pode desempenhar um papel importante na promoção de reformas. De fato, em programas apoiados pelo FMI, as condições para a transição dos países em desenvolvimento para a liberalização e mercados abertos são frequentemente comuns. Abordamos a questão de saber se os períodos de condicionalidade do Fundo Monetário Internacional (FMI) contribuem para a promoção de reformas estruturais em países em desenvolvimento. Por meio do método de balanceamento de entropia e estratégias de identificação alternativas, mostramos que os programas de condicionalidade do FMI promovem reformas estruturais em países em desenvolvimento. Mostramos que o efeito da condicionalidade do FMI pode variar dependendo do tipo de condicionalidade, do tipo de reforma, do prazo e do nível inicial das reformas estruturais e pode depender de alguns fatores estruturais, incluindo o ciclo de negócios, a qualidade da política fiscal e monetária, o nível de desenvolvimento e a qualidade das instituições. Além disso, mostramos que a condicionalidade do FMI pode ter efeitos de transbordamento sobre parceiros comerciais e que os programas de condicionalidade do FMI que são atendidos tendem a ter um impacto maior nas reformas estruturais. Finalmente, os efeitos da adoção de reformas sob a condicionalidade do FMI dependem da política partidária doméstica.
Apeti et al. (Ter,) estudaram essa questão.