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Resumo Contexto Endocardite infecciosa (EI) causada por estreptococos do grupo viridans e gallolyticus (VGS-GGS) resistentes à penicilina (PEN-R; concentração inibitória mínima ≥4 mg/L) é rara, mas apresenta desafios terapêuticos. Objetivos Descrever as características dos pacientes com EI causada por VGS-GGS PEN-R, com foco na gestão antimicrobiana. Métodos Análise retrospectiva de uma coorte prospectiva de EI definida causada por VGS-GGS PEN-R entre 2008 e 2023 em 40 hospitais espanhóis. Descrevemos as características clínicas, manejo e desfecho dos casos e os comparamos com EI causada por VGS-GGS com susceptibilidade ou susceptibilidade com maior exposição à penicilina (PEN-I). Resultados Identificamos nove casos de EI VGS-GGS PEN-R em uma coorte de 1563 EI estreptocócicas (0,58%). Todos os isolados pertenciam ao grupo S. mitis. Três casos morreram durante a internação e nenhuma recaída ocorreu em 3 meses de acompanhamento. Comparados aos casos com susceptibilidade ou PEN-I, os PEN-R apresentaram uma taxa maior de localização mitral (78% versus 51%), indicação cirúrgica (67% versus 51%) e mortalidade hospitalar (33% versus 12%). A maioria dos casos (86%) mostrou resistência a cefalosporinas de terceira geração. O regime antibiótico preferido foi à base de beta-lactâmicos: ceftriaxona mais gentamicina, penicilina mais gentamicina, ceftriaxona mais levofloxacino e ceftarolina mais daptomicina. Dois casos receberam uma combinação de vancomicina mais gentamicina. Levofloxacino foi utilizado em dois casos em combinação com ceftriaxona ou daptomicina. Todos os pacientes que receberam cirurgia cardíaca foram curados ao final do acompanhamento. Conclusões A EI causada por VGS-GGS PEN-R foi rara e afetou apenas estreptococos do grupo mitis. A combinação de antibióticos incluindo um beta-lactâmico parece ser eficaz em seu manejo.
Escrihuela-Vidal et al. (Terça,) estudaram essa questão.