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Embora um corpo substancial de pesquisas tenha explorado a intrincada relação entre jornalistas e métricas, permanece uma lacuna notável na compreensão sistemática de como a evolução das métricas ao longo do tempo influencia o uso de dados por jornalistas como feedback. Este estudo aborda essa lacuna ao investigar como alterações nas métricas mais valorizadas influenciam a utilização de dados de audiência para reflexão e feedback em redações nacionais e locais. O estudo abrange múltiplas ondas de 2012 a 2023 e compreende 72 entrevistas com jornalistas estonianos. Ele emprega a estrutura Data Loop para analisar a circulação de dados de audiência entre instituições de mídia, audiências, redações e as ações reflexivas individuais dos jornalistas. Examinar a reflexividade de dados dentro das redações envolve considerar a interação entre a cultura da redação, a tecnologia de coleta de métricas, as pressões externas decorrentes da mudança nos modelos de negócios e a agência jornalística. Ao longo do tempo, as métricas valorizadas pelos gestores de redação mudaram – passando da priorização de cliques como medida do interesse do público para a recompensa de jornalistas com base nos minutos gastos nas reportagens ou na aquisição de assinaturas. Neste artigo, argumentamos que, em vez de considerar as audiências por trás dos dados, jornalistas e editores utilizam principalmente os dados oferecidos pelas métricas para refletir sobre seu próprio trabalho. Tendências notáveis incluem jornalistas se conformando à dominância dos dados e moldando seu trabalho para se alinhar às métricas predominantes, particularmente no contexto de paywalls, onde a leitura de artigos individuais pode ser vinculada à receita direta por meio de assinaturas. Contextualizando os dados da redação dentro do Data Loop, este estudo ilustra como os dados servem como fonte de reflexão tanto no nível individual quanto no nível da cultura da redação. Apesar das afirmações de uma virada em direção à audiência, nossos achados indicam que o foco nas métricas não significa necessariamente um foco na audiência, mas sim um interesse inabalável na produção jornalística.
Ivask et al. (Sat,) estudaram esta questão.
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