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O termo "Transgênero" é usado para descrever indivíduos cuja identidade de gênero é diferente de sua anatomia sexual externa ao nascimento. O número de pessoas que se identificam como transgênero aumentou nos últimos anos e, consequentemente, o número de cirurgias de afirmação de gênero e o uso de terapias hormonais também aumentaram. Uma ampla gama de terapias hormonais emergiu considerando a população-alvo, a idade e os resultados finais, e, como tal, essas estão se tornando cada vez mais desenvolvidas e complexas para serem as mais adequadas para cada indivíduo. No entanto, os efeitos colaterais dessas terapias ainda precisam ser totalmente compreendidos. Portanto, esta revisão tem como objetivo avaliar o impacto da terapia hormonal, tanto em homens trans quanto em mulheres trans de diferentes idades, no perfil lipídico. A partir dos estudos analisados, é possível concluir que há uma relação entre a terapia hormonal e o perfil lipídico, com diferentes resultados entre homens e mulheres trans. Há uma redução no risco cardiovascular para mulheres trans em oposição aos homens trans, nos quais o risco cardiovascular parece aumentar devido a mudanças lipídicas. Agora é necessário entender os mecanismos envolvidos a fim de reduzir as consequências dessas terapias e promover resultados positivos de saúde.
Almeida et al. (Sat,) estudaram essa questão.