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A literatura destaca a importância da orientação dos edifícios para a eficiência energética. No entanto, avaliar seu impacto sem considerar o comportamento do usuário é insuficiente. Este estudo tem como objetivo avaliar a influência do comportamento do usuário no impacto da orientação solar no desempenho térmico de uma casa unifamiliar. A metodologia da pesquisa envolveu cinco etapas: monitoramento de uma casa em Goiânia (Brasil), calibração do modelo, determinação de padrões de uso para identificar o comportamento do usuário, realização de simulação por computador e análise de dados. Questionários foram aplicados em 66 casas para entender como os ocupantes utilizam os cômodos, operam portas e janelas, e utilizam eletrodomésticos, iluminação e ar-condicionado. Os padrões de uso foram aplicados em simulações em oito orientações principais. O desempenho térmico foi medido por horas de desconforto térmico. Os resultados revelam que a orientação solar, individualmente, não define o desempenho térmico. Uma casa com baixos carregamentos térmicos internos, orientada para leste ou oeste, pode superar uma casa orientada para norte ou sul com altos carregamentos térmicos internos. Dentre os padrões de uso avaliados, a operação de janelas, a ocupação e os equipamentos elétricos em operação foram os que mais influenciaram o desempenho térmico da casa monitorada. O estudo conclui que modificar o comportamento do usuário pode modificar significativamente os efeitos térmicos da orientação solar, influenciando a sustentabilidade dos edifícios.
Barbosa et al. (Quarta-feira) estudaram essa questão.