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Introdução: As doenças inflamatórias esofágicas são diagnósticos frequentes na prática clínica e possuem diversas etiologias, sendo as mais comuns associadas à exposição ao conteúdo gástrico, medicamentos e alérgenos. Nas doenças, o componente imunológico é bem identificado em biópsias endoscópicas, que contêm principalmente o epitélio e a lâmina própria; no entanto, camadas mais profundas são menos estudadas. Além disso, a capacidade esofágica de detectar compostos luminais é pouco compreendida. Métodos: Em seções transmurais do esôfago proximal, médio e distal obtidas de pacientes falecidos, realizamos uma análise fenotípica das principais populações de células imunes e receptores sensíveis a ácidos por métodos de imuno-histoquímica e imuno-fluorescência. Resultados: Um total de nove doadores foi estudado (ausência de patologia, preservação e orientação tecidual ótimas). Encontramos o seguinte: (1) as papilas vasculares e a lâmina própria são as camadas mais infiltradas pela linhagem linfóide (linfócitos T e B), seguidas pelo epitélio, enquanto as camadas musculares lisas são principalmente populadas pela linhagem mielóide (macrófagos e mastócitos); (2) macrófagos intraepiteliais são consistentemente encontrados ao longo do esôfago; e (3) eosinófilos estão ausentes em todas as camadas esofágicas. Os receptores sensíveis a ácidos ASIC-1, ASIC-2 e δENAC são expressos no epitélio esofágico e na lâmina própria, mas apenas o ASIC-2 é expresso na muscular da mucosa. Conclusões: O esôfago humano contém uma distribuição diferencial de células imunes e receptores sensíveis a ácidos em suas camadas. Este estudo amplia o conhecimento histológico esofágico previamente descrito e reforça seu papel como um órgão de defesa e detecção.
Fortea et al. (Fri,) estudaram essa questão.