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O derramamento de hidrocarbonetos de petróleo em nosso ambiente causa uma grande poluição ambiental desastrosa. O emprego de microrganismos produtores de biosurfactantes e que utilizam hidrocarbonetos melhora a eficácia da biorremediação desses poluentes tóxicos. Este estudo teve como objetivo isolar bactérias produtoras de biosurfactantes e degradadoras de óleo bruto de solos poluídos por hidrocarbonetos e caracterizar o biosurfactante produzido. As técnicas de triagem de biosurfactantes empregadas foram ensaio de hemólise, teste de colapso de gota, teste de deslocamento de óleo, teste de vidro inclinado e teste de índice de emulsificação (E24). A taxa de degradação do degradador de óleo bruto mais potente foi determinada usando método gravimétrico e análise de Cromatografia Gasosa – Espectrometria de Massa (GC-MS). A bactéria foi identificada com base em análises fenotípicas, bioquímicas e moleculares. As análises de Transformada de Fourier por Infravermelho (FTIR) e GC-MS foram usadas para caracterizar o biosurfactante produzido. Uma bactéria potente, Enterococcus hirae (identificada por sequenciamento de rDNA 16s), foi isolada de solo contaminado por hidrocarbonetos e conseguiu degradar 77,2% do total de hidrocarbonetos de petróleo após duas semanas de cultura quando cultivada em meio mineral salino (MSM) suplementado com 2% (v/v) de óleo bruto como a única fonte de carbono. O cromatograma do óleo bruto tratado revelou que E. hirae poderia degradar potencialmente vários conteúdos de hidrocarbonetos (C21 – C35) presentes no óleo bruto. O biosurfactante produzido foi caracterizado como Glicolipídeos (Rhamnolipídeos) usando análises de FTIR e GC-MS. Este estudo demonstra que E. hirae é um produtor eficiente de biosurfactantes e degradador de petróleo bruto. Pelo melhor conhecimento dos pesquisadores, esta é a primeira vez que E. hirae é relatada como produtora de biosurfactantes e degradadora de petróleo bruto.
A. et al. (Sex,) estudaram esta questão.