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Embora leis e organismos de normalização promovam a participação do usuário em avaliações de acessibilidade digital, pessoas com deficiência ainda se consideram excluídas desse processo. Um motivo pode ser a falta de conhecimento sistematizado sobre métodos de avaliação que envolvem usuários. Este artigo busca entender como e para qual propósito as avaliações de acessibilidade digital com participação do usuário foram conduzidas na literatura científica de 2018 a 2021. Três tipos de participação do usuário emergiram: 1) testes de usabilidade baseados no usuário para avaliar a conclusão de tarefas, reações dos usuários e qualidades da interface; 2) entrevista com usuários para avaliar os fatores locais e sociais que impactam a acessibilidade dos serviços digitais; 3) utilização de questionários ou crowdsourcing para verificar a conformidade de certas interfaces com padrões de acessibilidade. Os participantes são escolhidos principalmente com base em suas deficiências funcionais e, em menor grau, suas habilidades relacionadas a projetos, informações biográficas, hábitos tecnológicos, entre outros critérios. As percepções abrangentes dos usuários obtidas com esses métodos são consideradas positivas, enquanto a falta de representatividade das amostras de usuários selecionadas é considerada lamentável. O artigo, finalmente, discute as definições de acessibilidade e deficiência que fundamentam essas metodologias.
Laitano et al. (Qui,) estudaram essa questão.