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Na antiguidade, autores como Plutarco e Prócoro questionaram as habilidades de Parmênides como poeta, considerando seu Poema como 'prosa disfarçada'. Julgamentos severos sobre o estilo de Parmênides são predominantes mesmo na erudição moderna (Diels 1897, Wilamowitz 1912, Tarán 1977, Kirk & Raven 1977). Este artigo foca em dispositivos métricos e rítmicos específicos utilizados de forma consistente na composição do Poema, que me referirei, coletivamente, como 'deslocação poética'. Este termo abrange a desordem e a cancelamento da cesura central, a tendência de quebrar a ponte de Hermann com diferentes graus de intensidade, a acumulação de enjambment em grupos de versos, o uso de léxico não tradicional do gênero épico e a colocação do léxico homérico em colaborações de hexâmetro não homérico. Minha tentativa é provar que esses procedimentos são uma parte integral do estilo poético de Parmênides. Também apresentarei uma análise da versificação de Parmênides, focando nos padrões rítmicos e na organização da cesura, especialmente no fr. B8.
Bernardo Berruecos Frank (Mon,) estudou essa questão.
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