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Este artigo analisa os contornos demográficos e o impacto da pestis secunda— a segunda onda da Segunda Pandemia de Peste— que devastou a Inglaterra e o País de Gales em 1361–62. O estudo é baseado em um rico corpus de dados estatísticos provenientes de registros senhoriais— principalmente rolos de tribunal, mas também inquisições post-mortem e registros episcopais— em nível nacional. Uma análise detalhada dos dados revela que a onda em questão tendia a discriminar entre regiões, statuses socioeconômicos e gêneros. Os achados do estudo são então considerados dentro de um contexto mais amplo de debates historiográficos em andamento relacionados ao tamanho total da população inglesa antes e depois da Peste Negra. Argumenta-se que o tamanho da população da Inglaterra na véspera da Peste Negra era maior do que frequentemente argumentado, e que o impacto da pestis secunda foi mais severo do que muitas vezes suposto. As evidências sugerem que foi a pestis secunda, em vez da Peste Negra, que teve repercussões demográficas e socioeconômicas severas e de longo prazo para a Inglaterra e o País de Gales.
Philip Slavin (Sun,) estudou esta questão.