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As matérias-primas disponíveis localmente, como tortas de sementes de grãos, oleaginosas e resíduos vegetais, possuem um imenso potencial como fontes alternativas de ração na piscicultura. No entanto, esses ingredientes à base de plantas têm baixo teor de proteína bruta e carecem de ácidos graxos essenciais, o que reduz a palatabilidade e a eficiência de conversão alimentar, levando a um crescimento subótimo dos peixes. As matérias-primas tradicionais, como farinha de peixe e farelo de soja, enfrentam desafios de sustentabilidade, como indisponibilidade local, a presença de fatores antinutricionais e processamento intensivo em energia. O aumento dos custos das rações comerciais e a escassez de ração exigem a exploração de opções alternativas de ração para peixes. Plantas aquáticas como Ipomoea aquatica, Lemna minor e Azolla pinnata, juntamente com microalgas verdes e azul-verde, como Chlorella spp. e Arthrospira spp. (Spirulina), são alternativas promissoras devido ao seu alto teor de proteína, disponibilidade de ácidos graxos ômega-3 essenciais como EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenoico), e compostos bioativos benéficos. Essas plantas e microalgas, com teor de proteína bruta variando de 25% a 65%, podem melhorar significativamente o crescimento, a saúde e a qualidade do produto dos peixes, substituindo parcial ou totalmente a farinha de peixe. Suas habilidades de fixação de nitrogênio contribuem para seus altos níveis de proteína. Além disso, esses organismos têm várias aplicações biotecnológicas, incluindo fitorremediação, Aquicultura Multitrófica Integrada (IMTA), aquaponia, tecnologia de biofloco e wetlands construídos. Apesar do seu potencial, desafios na ampliação e integração dessas alternativas em sistemas existentes ainda persistem. Esforços colaborativos e defesa entre grupos de agricultores são cruciais para a troca de conhecimentos e a promoção de soluções biotecnológicas sustentáveis. Estratégias de longo prazo devem se concentrar na ampliação da produção local de ração e na pesquisa e desenvolvimento para alcançar a autossuficiência e sistemas de produção de ração natural econômicos na piscicultura.
Omweno et al. (Fri,) estudaram esta questão.
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