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Até recentemente, sabíamos muito pouco sobre o papel dos governos populistas na tomada de decisões da UE. O “caso crucial” da distribuição de refugiados dentro da UE demonstrou que seu comportamento era regido pela não política: eles rejeitavam regras formais e informais de tomada de decisão se estas não favorecessem seu resultado preferido, rejeitavam meios tradicionais de garantir compromissos e rejeitavam soluções para perpetuar crises. No entanto, até que ponto a não política é um fenômeno exclusivo da migração—uma área propensa à captura populista (nativista)? Esta questão temática compara o comportamento dos governos populistas no Conselho da UE em diferentes áreas de política. O objetivo é entender melhor sob quais condições a não política é mais provável de se manifestar na tomada de decisões da UE. Argumentamos que a não política está intrinsecamente ligada a estratégias de busca de votos, onde os governos populistas utilizam a tomada de decisões da UE para mobilizar públicos domésticos. Assim, a não política é mais propensa a questões de “alto ganho” e “baixo risco”, uma vez que podem ser mais facilmente politizadas. A não política também é mais provável de se manifestar em locais que atuam como uma tribuna, onde atores populistas podem falar diretamente ao público doméstico. Finalmente, uma vez que a não política depende da mobilização de eleitores, é essencialmente um jogo em dois níveis, amplamente determinado por condições políticas e socioeconômicas domésticas. No geral, vemos que, embora as instituições da UE tenham se mostrado relativamente resilientes, a não política está gradualmente desestabilizando e esvaziando normas, instituições e discursos.
Servent et al. (qui,) estudaram essa questão.
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