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A questão de longa data das formulações inadequadas de medicamentos tem sido um foco de órgãos regulatórios e pesquisa farmacêutica, particularmente na adaptação de medicamentos para as necessidades únicas das crianças. A população pediátrica apresenta diversos desafios na farmacoterapia devido às suas variadas diferenças fisiológicas relacionadas à idade, preferências de sabor e forma de dosagem. Formulações convencionais frequentemente falham em atender essas necessidades, levando a uma alta prevalência do uso de medicamentos off-label e modificações pelos cuidadores, o que pode comprometer a eficácia e segurança do medicamento. Os problemas bem conhecidos de gerenciar a medicação de crianças são muito semelhantes àqueles encontrados em geriatria, que também exigem que as doses sejam adaptadas às características patofisiológicas do paciente para evitar problemas de deglutição. Este artigo explora inovações recentes nas formulações de medicamentos, destacando a transição de formulações líquidas tradicionais para dosagens sólidas por meio da tecnologia de impressão 3D. Avanços recentes na tecnologia de impressão 3D oferecem soluções promissoras para esses desafios. A manufatura aditiva (MA), ou impressão 3D, facilita a criação de objetos complexos, incluindo formulações de medicamentos, diretamente de modelos digitais, permitindo alta precisão e personalização. Formulações impressas em 3D mostraram considerável promessa em melhorar a palatabilidade, adesão e precisão da dose para uso pediátrico. Inovações como comprimidos mastigáveis e formulações com mascaramento de sabor tornam os medicamentos mais aceitáveis para as crianças. Além disso, a capacidade da impressão 3D de ajustar perfis de liberação de medicamentos e doses oferece uma abordagem personalizada para farmacoterapia pediátrica e geriátrica, essencial para condições que requerem controle terapêutico rigoroso. O artigo discute vários estudos de caso baseados no processo de extrusão semi-sólida (ESS) que permite a produção de formas de dosagem personalizadas e os diversos desafios técnicos e regulatórios para implementar esse processo em hospitais para a fabricação de medicamentos. Em conclusão, enquanto a impressão 3D na farmacoterapia pediátrica e geriátrica aborda muitos desafios das formulações tradicionais de medicamentos, pesquisas contínuas e adaptação de estruturas regulatórias são necessárias para expandir sua aplicação, garantindo medicamentos mais seguros, eficazes e aceitáveis.
Cerveto et al. (Qui,) estudaram essa questão.