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O Assay de Extensão de Proximidade (PEA) e metodologias de espectrometria de massas (MS) foram utilizadas para a caracterização proteômica e lipidômica de amostras de plasma de pacientes que desenvolveram doença de Alzheimer. A proteômica foi realizada tanto pelo PEA quanto pela Cromatografia Líquida (LC)/MS neste estudo, mas mais ainda porque a LC/MS tende, em geral, a ser tendenciosa em relação a proteínas com alta expressão e alta variabilidade, gerando hipóteses que se mostraram desafiadoras. Consequentemente, foi feita uma tentativa de interpretar os resultados a partir dos dados do PEA. Havia 150 proteínas significativamente variáveis e 68 lipídios entre 1000 proteínas e 400 lipídios. A análise de vias foi realizada para tanto as proteínas totais quanto as variáveis medidas a fim de reduzir o viés, e parecia que a fragilidade vascular estava relacionada à DA. Além disso, uma multitude de proteínas associadas a lipídios exibiu mudanças estatísticas. Em certos casos, a função de proteínas individuais afetou os fatores associados a elas, enquanto outras demonstraram tendências contrárias aos resultados esperados. Essas tendências parecem indicativas de diversos mecanismos de feedback que proporcionam um equilíbrio homeostático. O grau de insaturação dos ácidos graxos, correlacionado ao risco cardiovascular, merece atenção específica. Certos ácidos biliares apresentaram potencial para causar danos endoteliais vasculares. Contemplando essas descobertas em conjunto com fenômenos documentados anteriormente, pequenas mudanças nas funções homeostáticas parecem estar ligadas à fragilidade das células endoteliais vasculares. Isso é evidenciado pela evolução lenta e crônica da doença de Alzheimer desde estágios pré-clínicos até sua manifestação.
Tokuoka et al. (Terç,) estudaram essa questão.