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Resumo Sentimentos ambivalentes são uma característica definidora do assombro, que tem sido entendido como uma possível fonte de seus benefícios psicossociais. No entanto, devido ao modelo convencional unidimensional da valência afetiva, o comportamento e a representação neural de sentimentos ambivalentes durante o assombro permanecem elusivos. Para abordar essa lacuna, combinamos clipes de realidade virtual que induzem assombro, eletroencefalograma e uma técnica de redução de dimensionalidade baseada em aprendizado profundo (N = 43). Comportamentalmente, as avaliações de assombro foram precisamente previstas pela duração e intensidade dos sentimentos ambivalentes, não por métricas relacionadas a valência única. Na análise eletrofisiológica, identificamos um espaço neural latente para cada participante, compartilhando estruturas de representação de valência entre indivíduos e estímulos. Nesses espaços, os sentimentos ambivalentes durante o assombro foram representados de maneira distinta dos sentimentos positivos e negativos, e a variabilidade em sua distinção previu especificamente as avaliações de assombro. Além disso, as oscilações delta frontais estavam principalmente envolvidas na diferenciação das representações de valência. Nossos achados demonstram que o assombro é fundamentalmente uma experiência ambivalente refletida tanto no comportamento quanto nas atividades eletrofisiológicas. Este trabalho fornece uma nova estrutura para entender emoções complexas e suas bases neurais, com implicações potenciais para a neurociência afetiva e campos relevantes.
Lee et al. (Mon,) estudaram essa questão.