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Objetivos: Exames de imagem são solicitados em unidades de terapia intensiva como método de diagnóstico, avaliação e monitoramento clínico. Embora a Tomografia Computadorizada de Tórax seja o padrão ouro, a Radiografia de Tórax é o exame geralmente realizado nos cuidados de rotina. O ultrassom pulmonar tem ganhado espaço por ser um exame confiável realizado ao lado do leito, sem exposição à radiação e a baixo custo. Este estudo teve como objetivo avaliar a precisão dos ultrassons pulmonares realizados ao lado do leito por intensivistas pediátricos como método diagnóstico. Métodos: Um estudo prospectivo do tipo teste diagnóstico comparando o ultrassom pulmonar realizado por um intensivista pediátrico com a avaliação da radiografia de tórax e do ultrassom pulmonar realizados por um radiologista. Resultado: 48 pacientes em ventilação mecânica, com idades variando de 1 mês a 14 anos, foram analisados, correspondendo a 95 exames de radiografia de tórax e 95 exames de ultrassom pulmonar. Os coeficientes de concordância Kappa entre o intensivista pediátrico e o radiologista, ambos analisando o ultrassom pulmonar, foram: laudo normal (1.0), atelectasia (1.0), pneumotórax (1.0), consolidação (0.97), derrame pleural (0.95) e edema pulmonar (0.90). A sensibilidade, especificidade e precisão do ultrassom pulmonar foram, respectivamente, laudo normal (50%; 91.8%; 82.1%), consolidação (88.3%; 57.1%; 76.8%), atelectasia (11.1%; 90.7%; 83.2%), edema (0; 70.2%; 70.5%), pneumotórax (83.3%; 94.4%; 93.7%) e derrame pleural (71.4%; 73%; 72.6%). Conclusão: O intensivista pediátrico mostrou habilidade em examinar e diagnosticar lesões pulmonares. O ultrassom pulmonar apresentou boa sensibilidade, especificidade e precisão quando realizado pelo intensivista pediátrico ao diagnosticar consolidação, derrame pleural e pneumotórax. Além disso, o ultrassom pulmonar demonstrou melhor precisão na avaliação do edema pulmonar em comparação com a radiografia de tórax.
Neves et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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