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A pesquisa em educação de professores, de maneira geral, foi profundamente influenciada por interpretações psicológicas de crenças, particularmente a suposição de que os professores tentam reconciliar, racionalizar, minimizar ou evitar contradições. Com base em pesquisas de diversas disciplinas, que demonstram que as pessoas convivem harmoniosamente com contradições em muitas situações, argumentamos que as suposições de que as pessoas se sentem compelidas a abordar contradições obscureceram a multitude de inconsistências que os professores navegam sem perceber em suas vidas cotidianas. Através de uma análise aprofundada e multissítio de um professor em contextos de planejamento, ensino, debriefing e entrevistas, mostramos que o que parece ser contraditório do ponto de vista dos pesquisadores não é necessariamente inconsistente para os professores. Exploramos as implicações teóricas, metodológicas e de aprendizado profissional dessa mudança na interpretação das contradições e inconsistências dos professores.
Philip et al. (Quarta,) estudaram essa questão.