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O presente trabalho descreve a síntese de copolímeros de poli(butileno succinato) (PBSu)-cutina pelo método de policondenação em fase de fusão em duas etapas, esterificação e policondenação. A cutina foi adicionada em quatro concentrações diferentes, 2,5, 5, 10 e 20% em peso, em relação ao ácido succínico. Os copolímeros obtidos foram estudados utilizando uma variedade de técnicas, como espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), análise de difração de raios X (XRD), calorimetria diferencial de varredura (DSC), análise termogravimétrica (TGA), microfotografia de luz polarizada (PLM), bem como espectroscopia de refletância difusa (DRS). Uma série de resultados, em concordância entre diferentes técnicas, revelou a formação de interações PBSu-cutina, confirmando indiretamente a rota sintética in situ bem-sucedida dos copolímeros. Resultados de DSC e XRD combinados com PLM forneceram indicações de que a temperatura de cristalização aumenta com a adição de pequenas quantidades de cutina e diminui gradualmente com o aumento da concentração. O processo de cristalização foi mais fácil e rápido nas concentrações de 2,5%, 5% e 10%, enquanto que a 20% era comparável ao PBSu puro. A presença de cutina, de modo geral, leva à cristalizabilidade facilitada do PBSu (efeito direto), enquanto uma queda moderada na temperatura de transição vítrea é registrada, sendo este um efeito indireto da cutina via cristalização. A estabilidade térmica melhorou nos copolímeros em comparação ao PBSu puro. As medições do ângulo de contato com água confirmaram que a adição de cutina diminuiu a hidrofobicidade. A mapeação de relaxação local e segmentar é demonstrada para PBSu/cutina aqui pela primeira vez. Testes de hidrólise enzimática e degradação no solo mostraram que, de um modo geral, a cutina acelerou a decomposição dos polímeros. Os copolímeros podem se mostrar úteis em várias aplicações.
Balla et al. (Sat,) estudaram essa questão.