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contexto: A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória desmielinizante do sistema nervoso central, causando deficiência física e também disfunção cognitiva. O uso de ressonância magnética (RM) no diagnóstico e monitoramento da esclerose múltipla representa um passo importante em direção ao uso apropriado da RM na prática clínica rotineira. A espectroscopia por ressonância magnética (ERM) é considerada um melhor indicador de disfunção metabólica e deficiência de forma mais clara do que os métodos convencionais de RM. Objetivo do trabalho: Avaliar o papel da espectroscopia por ressonância magnética em pacientes com esclerose múltipla. Métodos: Um estudo transversal foi realizado na unidade de RM do Departamento de Radiologia em 30 pacientes diagnosticados com EM de acordo com os critérios diagnósticos de McDonald de 2017 e 20 pacientes saudáveis. Um consentimento informado por escrito foi obtido de cada paciente antes de participar do estudo. Resultados: Estudos de ERM em pacientes com esclerose múltipla permitiram a avaliação in vivo de metabolitos refletindo alterações teciduais, também possibilitaram avaliar neurotransmissores possivelmente envolvidos na patogênese da EM. A ERM revelou níveis aumentados de metabolitos, como lipídios, lactatos, mio-inositol e glutamato glutâmico. Além disso, houve diferentes níveis de Cho/Cr e Cho/NAA em pacientes com esclerose múltipla de acordo com a atividade das lesões. Conclusão: A ressonância magnética revolucionou o diagnóstico e a vigilância de pacientes com EM. Não apenas a RM pode confirmar o diagnóstico, mas os exames de acompanhamento podem avaliar a resposta ao tratamento e ajudar a determinar o padrão da doença. A adição da espectroscopia por RM à RM convencional aumenta a especificidade e a precisão do estudo de RM no diagnóstico da EM.
Arandas et al. (2024) estudaram esta questão.