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Introdução A disartria, um distúrbio motor da fala causado pela fraqueza ou paralisia muscular, impacta severamente a inteligibilidade da fala e a qualidade de vida. A condição é prevalente em distúrbios motores da fala, como a doença de Parkinson (DP), parkinsonismo atípico, como a paralisia supranuclear progressiva (PSP), a doença de Huntington (DH) e a esclerose lateral amiotrófica (ELA). Melhorar a inteligibilidade não é apenas um resultado que importa aos pacientes, mas também pode desempenhar um papel crítico como um ponto final na pesquisa clínica e no desenvolvimento de medicamentos. Este estudo valida uma medida digital para a inteligibilidade da fala, o escore de inteligibilidade ki: SB-M, em vários distúrbios motores da fala e línguas, seguindo a estrutura da Digital Medicine Society (DiMe) V3. Métodos O estudo utilizou quatro conjuntos de dados: controles saudáveis (HCs) e pacientes com DP, DH, PSP e ELA de populações tcheca, colombiana e alemã. A inteligibilidade da fala dos participantes foi avaliada usando o escore de inteligibilidade ki: SB-M, que é derivado de sistemas de reconhecimento automático de fala (ASR). Foram realizadas verificações com confiabilidade entre ASR e consistência temporal, validação analítica com correlações a escores clínicos de disartria padrão ouro em cada doença, e validação clínica com comparações de grupos entre HCs e pacientes. Resultados A verificação mostrou boa a excelente confiabilidade entre avaliadores entre os sistemas ASR e consistência de justa a boa. A validação analítica revelou correlações significativas entre o escore de inteligibilidade SB-M e medidas clínicas estabelecidas para déficits de fala em todos os grupos de pacientes e línguas. A validação clínica demonstrou diferenças significativas nos escores de inteligibilidade entre grupos patológicos e controles saudáveis, indicando a capacidade discriminativa da medida. Discussão O escore de inteligibilidade ki: SB-M é uma ferramenta confiável, válida e clinicamente relevante para avaliar a inteligibilidade da fala em distúrbios motores da fala. Ele promete melhorar os ensaios clínicos através de avaliações automatizadas, objetivas e escaláveis. Estudos futuros devem explorar sua utilidade no monitoramento da progressão da doença e da eficácia terapêutica, além de adicionar dados de mais disartrias à validação.
Tröger et al. (Ter,) estudaram esta questão.