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Resumo A teorização sobre migração tem se consolidado em torno de conjuntos que englobam várias estruturas. Apesar das muitas contribuições dessas coleções, a teorização sobre migração contemporânea exibe três importantes deficiências, que este artigo visa abordar. Primeiro, conjuntos de teorias tradicionalmente não abordaram explicitamente e conjuntamente questões fundamentais na migração, nomeadamente (i) motivações chave além daquelas relacionadas ao "trabalho" (tumulto; pressão ambiental; fatores familiares ou de autorrealização); (ii) como eixos importantes de diferença social produzem motivações e mecanismos distintos (por exemplo, por gênero e sexualidade); (iii) os papéis (in)diretos do estado; (iv) considerações espaciais importantes, ou seja, imobilidade, movimento interno versus internacional, migrações em etapas/próximas/secundárias; e (v) questões centrais de temporalidade, ou seja, migração de retorno, seu tempo e intencionalidade. Envolvendo-se com a pesquisa clássica e contemporânea, ofereço um conjunto atualizado, revisado e ampliado de estruturas e lentes analíticas que melhor incorporam essas questões. Segundo, a tipologia mais comum usada para categorizar estruturas em “início” e “continuação” sofre de ambiguidade e imprecisão. Ofereço uma nova classificação, tipificando mecanismos como mais/menos endógenos a migrações anteriores. Terceiro, a pesquisa avançou pouco em examinar sistematicamente se/com que teorias se relacionam entre si. Forneço uma taxonomia básica de “competição,” “coexistência,” coocorrência e inter-relação dos mecanismos. Concluo propondo um novo e ampliado conjunto de estruturas e lentes analíticas, refletindo sobre as implicações dessas modificações.
Fernando Riosmena (Sex,) estudou essa questão.
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