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À luz dos crescentes impactos humanos em áreas naturais e das mudanças climáticas, são necessárias ações urgentes para acelerar os esforços de conservação de espécies. A conservação ex situ ganhou importância, no entanto, o crescente desafio das espécies ameaçadas é ampliado em jardins botânicos, notavelmente os tropicais, que são insuficientes para proteger uma flora tão diversa. Este estudo focou na coleção viva do arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, examinando todos os espécimes cultivados e os registros do banco de dados institucional entre janeiro e julho de 2023. Foi feita uma correlação da composição da coleção com a lista da Flora e Funga do Brasil, bem como com as Listas Vermelhas, para revelar que a coleção inclui 6960 espécimes representando 1420 espécies, das quais 60,6% são nativas do Brasil, pertencendo a 134 famílias botânicas. A coleção abrange todos os domínios fitogeográficos brasileiros, com a Mata Atlântica e a Amazônia apresentando o maior número de espécies em cultivo. Em termos de esforços de conservação, a coleção inclui 83 espécies da Lista Vermelha Brasileira e 106 espécies da Lista Vermelha da IUCN, contribuindo para a Estratégia Global para a Conservação das Plantas, Alvo 8. Esta avaliação é o primeiro passo para identificar lacunas na coleção, planejamento futuro e direcionamento de espécies para aquisição visando aumentar a eficácia de nossos esforços de conservação.
Almeida et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.