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A América Latina é uma das regiões mais desiguais do mundo. Devido à colonização e ocupação do território, desigualdades estruturais marcam as condições de vida e saúde das pessoas. Na saúde, podemos observar como diferentes dimensões das desigualdades condicionam o acesso e a experiência do usuário no serviço. Esta revisão de escopo teve como objetivo mapear e analisar as expressões de desigualdades no acesso aos serviços de saúde nos países da América Latina a partir da produção científica dos últimos dez anos, dos quais 272 artigos foram selecionados. A análise categórica classificou os artigos em cinco dimensões, que caracterizam as expressões de desigualdades no acesso aos serviços de saúde: socioeconômica, geoespacial, étnica/racial, de gênero e de pessoas com deficiência. As barreiras de acesso mais frequentes foram socioeconômicas ou de capacidade de pagamento, dificuldade geográfica ou de transporte, disponibilidade de serviços, cultural/étnica, comunicação e arquitetura. Os principais fatores condicionantes das desigualdades em saúde foram renda, escolaridade, transporte e condições de vida. Combater as desigualdades em saúde requer a proposta de políticas estruturantes e setoriais.
Oliveira et al. (Mon,) estudaram essa questão.